IBEM abre inscrições para curso intensivo de italiano com foco na comunicação prática

9/25/2026

Nova formação une aprendizado de idiomas, cultura e história em uma experiência voltada para quem deseja começar a se comunicar em italiano

Aprender uma nova língua pode significar muito mais do que memorizar palavras e regras gramaticais. Pode ser uma forma de conhecer uma cultura, aproximar-se de outras pessoas e compreender melhor parte da própria história brasileira.

É com essa proposta que o Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos (IBEM) abriu, em 21 de setembro de 2026, as inscrições para um Curso Intensivo de Italiano, desenvolvido com foco na comunicação prática.

A proposta é especialmente interessante para quem deseja dar os primeiros passos no idioma sem transformar o aprendizado em uma longa sequência de exercícios puramente teóricos. A ideia é aproximar o estudante de situações reais de comunicação, trabalhando expressões, vocabulário e estruturas que possam ser utilizadas no cotidiano.

Mais do que aprender algumas palavras em italiano, a iniciativa também cria uma oportunidade de aproximação com uma cultura que possui uma história particularmente ligada ao Brasil.

Italiano e Brasil: uma história que começou ainda no século XIX

Quando pensamos na presença italiana no Brasil, é comum lembrar imediatamente da grande imigração que marcou as últimas décadas do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

Mas essa história começou antes.

A presença de italianos no Brasil já era registrada desde as primeiras décadas do século XIX. Durante o Império, comunidades italianas se estabeleceram em diferentes regiões e passaram a participar da vida econômica, cultural e social brasileira.

No Rio de Janeiro, por exemplo, pesquisas acadêmicas identificam a presença significativa de italianos e mostram que o ensino da língua italiana já fazia parte do cenário educacional durante o período imperial e continuou na Primeira República.

A história ganhou uma dimensão ainda maior a partir da segunda metade do século XIX.

Em 1874, o navio La Sofia chegou ao Espírito Santo com cerca de 400 imigrantes, em uma expedição organizada por Pietro Tabacchi. O episódio é considerado pela Biblioteca Nacional como marco da imigração italiana subvencionada no Brasil.

Nas décadas seguintes, milhares de italianos chegaram ao país. Segundo o IBGE, entre 1870 e 1920 os italianos representaram cerca de 42% dos imigrantes que entraram no Brasil, aproximadamente 1,4 milhão de pessoas dentro de um total de 3,3 milhões de imigrantes no período considerado.

Essa presença deixou marcas profundas.

A língua italiana circulou nas famílias, nas comunidades, nos jornais, nas escolas e nas associações. A Fundação Biblioteca Nacional registra mais de 800 títulos de periódicos em italiano publicados no Brasil, sobretudo entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX.

Aprender italiano, portanto, também pode ser uma maneira de compreender uma das importantes correntes culturais que ajudaram a formar o Brasil contemporâneo.

Um curso pensado para comunicação

O diferencial anunciado pelo IBEM está justamente na proposta de colocar a comunicação em primeiro plano.

Em vez de tratar o idioma apenas como uma disciplina acadêmica, o curso busca trabalhar o italiano como uma ferramenta que pode ser utilizada em situações concretas.

Isso significa aprender a:

  • cumprimentar e iniciar uma conversa;

  • apresentar-se e falar sobre si;

  • compreender expressões comuns;

  • formular perguntas;

  • responder de maneira natural;

  • desenvolver vocabulário cotidiano;

  • reconhecer estruturas básicas da língua;

  • começar a compreender diálogos;

  • ganhar segurança para utilizar o idioma.

Para quem nunca estudou italiano, essa abordagem pode representar uma porta de entrada mais acessível para o idioma.

Para quem já teve algum contato com a língua, o curso pode funcionar como uma oportunidade de organizar conhecimentos e colocá-los em prática.

Uma contribuição que também ajuda o próprio IBEM

Outro ponto apresentado pelo Instituto é o modelo de contribuição.

O valor da participação será uma contribuição simbólica, destinada à arrecadação em prol do IBEM, à produção dos certificados de conclusão, à realização do curso e ao desenvolvimento de suas atividades.

Isso transforma a inscrição em algo que vai além da aquisição de uma formação.

O participante recebe uma experiência educacional e, ao mesmo tempo, contribui para que o Instituto possa continuar desenvolvendo suas próprias atividades.

É uma lógica interessante para iniciativas culturais e educacionais: o aluno não está apenas pagando por uma aula, mas ajudando a sustentar uma instituição que pretende continuar produzindo conhecimento, cursos e atividades.

Por que aprender italiano?

Existem vários motivos.

Para algumas pessoas, o interesse começa pela própria família. Sobrenomes, histórias de bisavós, fotografias antigas e documentos podem despertar a curiosidade sobre uma origem italiana.

Para outras, o interesse está na cultura: literatura, música, história, arquitetura, arte, gastronomia e tradições.

Há ainda quem queira aprender italiano pensando em viagens, estudos, relações profissionais ou simplesmente no prazer de dominar uma nova língua.

E existe um quarto caminho especialmente interessante para quem acompanha história: a possibilidade de acessar documentos, textos e referências culturais em seu idioma original.

Uma tradução aproxima o leitor de uma obra. Conhecer a língua original permite uma aproximação diferente.

Da história para o presente

Existe também uma mensagem maior por trás de uma iniciativa como essa.

O Brasil do século XIX era um país que recebia pessoas, ideias, livros, técnicas e influências vindas de diferentes partes do mundo. A presença italiana cresceu justamente nesse período de profundas transformações.

Hoje, mais de um século depois, aprender italiano significa inverter parcialmente esse movimento: não é mais o imigrante chegando ao Brasil, mas o brasileiro buscando conhecer diretamente a língua e a cultura de onde vieram parte dessas influências.

É uma forma de transformar curiosidade histórica em conhecimento pessoal.

E talvez seja justamente essa a maior riqueza de aprender um idioma: descobrir que uma língua estrangeira não é apenas um conjunto de palavras diferentes, mas uma porta para uma outra maneira de enxergar a história e o mundo.

Uma oportunidade para começar

As inscrições para o Curso Intensivo de Italiano do IBEM foram abertas em 21 de setembro de 2026.

Com uma proposta voltada à comunicação prática e uma contribuição simbólica destinada também ao desenvolvimento das atividades do Instituto, o curso procura unir aprendizado, cultura e participação institucional.

Para quem sempre teve vontade de aprender italiano, mas nunca encontrou um motivo para começar, talvez essa seja a oportunidade de transformar a vontade em uma experiência concreta.

E, para quem se interessa pela história do Brasil, há ainda um detalhe especial: estudar italiano significa também aproximar-se de uma das culturas que, ao longo do século XIX e das décadas seguintes, passaram a fazer parte da própria história brasileira.

As inscrições estão abertas.

🇮🇹 Italiano não é apenas uma língua. É uma porta para uma história que também chegou ao Brasil.