Dom Bertrand participa de conferência sobre o futuro do Brasil em São Paulo
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9/19/20264 min ler


O Chefe da Casa Imperial do Brasil participou, em São Paulo, de uma conferência que reuniu discussões sobre agricultura, tecnologia, inteligência artificial e os desafios do Brasil para as próximas décadas. O encontro aconteceu em 16 de setembro e contou com mais de cem participantes.
O movimento monárquico e a Família Imperial continuam presentes em diferentes eventos e iniciativas pelo Brasil. Um dos acontecimentos mais recentes ocorreu em São Paulo, onde Dom Bertrand de Orléans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, participou da conferência “IA, Agronegócio e o Futuro do Brasil”, realizada no dia 16 de setembro de 2026.
O encontro foi promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e teve como principal conferencista Antonio Cabrera Mano Filho, médico veterinário, produtor rural, empresário e ex-Ministro da Agricultura. A programação abordou a agricultura brasileira, novas tecnologias, inteligência artificial, produtividade e os desafios econômicos e estratégicos que o país poderá enfrentar na próxima década.
Segundo o relato publicado após o evento, o auditório do Hotel Transamérica Higienópolis recebeu mais de uma centena de participantes. Dom Bertrand esteve entre as presenças de destaque e, ao final da conferência, falou sobre a chamada vocação histórica do Brasil. Também houve uma sessão de autógrafos de seu livro Psicose Ambientalista.
Uma agenda que vai além dos eventos monárquicos
A participação chama atenção porque a atividade não foi exclusivamente dedicada à Monarquia. O tema central da noite estava relacionado ao futuro do agronegócio brasileiro e à utilização de novas tecnologias.
A presença de Dom Bertrand inseriu a Família Imperial em uma discussão mais ampla sobre os rumos do país, algo que também faz parte de sua atuação pública. A Pró Monarquia informa que, como Chefe da Casa Imperial, ele participa de encontros monárquicos, solenidades, visitas a instituições, eventos no exterior e entrevistas, além de receber brasileiros e monarquistas em audiências.
Essa atuação ajuda a explicar por que a agenda da Família Imperial contemporânea não se limita a cerimônias históricas ou comemorações relacionadas ao período imperial. Seus integrantes também aparecem em eventos culturais, acadêmicos, sociais e políticos, cada um dentro de suas próprias posições e atividades.
O 7 de Setembro também movimentou os monarquistas
Poucos dias antes da conferência, outro evento chamou a atenção do movimento monárquico.
No 7 de Setembro de 2026, Dom Bertrand participou do XI Bandeiraço da Independência, realizado no Monumento à Independência, em São Paulo. A participação havia sido anunciada pela Casa Imperial dias antes do evento.
O Bandeiraço é uma iniciativa organizada por grupos monárquicos durante as comemorações da Independência do Brasil. A escolha da data possui forte significado para o movimento, justamente por relacionar a defesa da Monarquia à memória da Independência proclamada por Dom Pedro I em 1822.
Para além das diferenças políticas existentes entre os brasileiros, o 7 de Setembro permanece como uma das principais datas da identidade nacional. A presença de grupos monárquicos nas comemorações demonstra como a memória da Independência continua sendo utilizada por diferentes setores da sociedade para expressar suas visões sobre a história e o futuro do país.
A Família Imperial também está no centro de discussões recentes
Enquanto eventos públicos movimentaram a agenda monárquica, a própria Família Imperial esteve envolvida em acontecimentos que receberam atenção da imprensa.
Um dos casos mais recentes envolve Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança e o Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis.
O imóvel, localizado no Centro Histórico da cidade e construído entre 1859 e 1861, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Uma disputa judicial envolvendo a posse do imóvel levou a decisões diferentes ao longo de 2026. Em julho, uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar que havia permitido o retorno de Dom Pedro Tiago ao palácio. Posteriormente, a Justiça de Petrópolis determinou o cumprimento da decisão em favor da Companhia Imobiliária de Petrópolis.
A questão continua sendo discutida judicialmente. Segundo as reportagens sobre o caso, a companhia tem entre seus sócios o pai e dois tios de Dom Pedro Tiago, enquanto a defesa do príncipe sustenta sua posição sobre a ocupação do imóvel.
O episódio demonstra que a história da Família Imperial não está restrita aos livros. Seus descendentes continuam vivendo no Brasil e, como qualquer família, também estão envolvidos em questões patrimoniais e jurídicas contemporâneas.
Uma Família Imperial presente no século XXI
Mais de 130 anos depois da queda da Monarquia, a Família Imperial continua despertando interesse entre brasileiros e sendo acompanhada tanto por monarquistas quanto pela imprensa.
A situação atual, porém, precisa ser compreendida com clareza: Dom Bertrand é apresentado pela Casa Imperial como Chefe da Casa Imperial e, dentro da tradição dinástica defendida por esse grupo, como legítimo herdeiro do antigo trono.
É justamente essa combinação entre história e presente que torna a cobertura da Família Imperial relevante para um portal como o Brasil Imperial.
O que acontece hoje — uma conferência, uma solenidade, uma viagem, uma declaração, uma disputa patrimonial ou um encontro de monarquistas — passa a fazer parte da história contemporânea dessa tradição.
E acompanhar esses acontecimentos significa olhar não apenas para aquilo que o Brasil foi, mas também para como a memória do Império continua sendo vivida, discutida e reinterpretada no Brasil do século XXI.
BRASIL IMPERIAL
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Redação
Flávio Ferreira
Minas Gerais, Brasil
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